2 de dezembro de 2024
Emitido em Malabo, Guiné Equatorial
A Opening Central Africa (OCA) celebra as sanções impostas pelo Reino Unido a Isabel dos Santos, a cleptocratas russos e seus associados. Essas ações decisivas reforçam os esforços globais para combater as atividades financeiras ilícitas, proteger os recursos naturais e defender o Estado de Direito na África Central e além.
As sanções contra a “frota sombria” da Rússia — um instrumento de evasão econômica no setor energético — atingem diretamente as fontes de receita que alimentam a instabilidade internacional. Ao mesmo tempo, o alvo em Isabel dos Santos e seus cúmplices envia uma mensagem poderosa contra a cleptocracia, um problema histórico e profundamente enraizado na África Central.
Vozes da Liderança da OCA e de seus Membros da Coalizão
Tutu Alicante, fundador da EG Justice e parceiro da coalizão, declarou:
“Essas novas sanções são um passo fundamental para responsabilizar cleptocratas por roubar recursos públicos e negar à população escolas, hospitais e infraestrutura básica de desenvolvimento. Esta sanção é uma vitória para os cidadãos comuns de Angola e um chamado para que líderes globais redobrem os esforços contra a corrupção e a impunidade.”
Florindo Chivucute, fundador e diretor executivo da Friends of Angola (FOA), afirmou:
“Isabel dos Santos é um símbolo da corrupção sistêmica que drenou a riqueza de Angola e perpetuou a pobreza de milhões. Estas sanções enviam um sinal claro de que cleptocratas não podem mais se esconder por trás de riquezas roubadas ou da cumplicidade internacional.”
Paul-Joel Kamtchang, secretário executivo da ADISI-Cameroun e membro da OCA, comentou:
“Estas sanções mostram, se ainda fosse necessário, que a cleptocracia transnacional está firmemente instalada na África; e que o Reino Unido está disposto a liderar a luta contra este fenômeno, que devasta as economias africanas e enfraquece o Estado de Direito e os direitos humanos. Outros países devem seguir esse exemplo e não parar na Rússia, que parece ter se tornado o principal inimigo de algumas potências.”
Andrea Ngombet, presidente executivo interino da OCA, enfatizou:
“O foco sobre a frota sombria da Rússia e sobre Isabel dos Santos demonstra o poder da ação coletiva contra a corrupção global e a manipulação financeira. Agora, precisamos garantir que esse impulso leve a reformas sustentáveis na governança dos recursos naturais em toda a África Central.”
Apelo à Ação Unificada
As sanções destacam a necessidade urgente de cooperação internacional para desmantelar sistemas de má conduta financeira. A OCA reitera seu compromisso em trabalhar com parceiros globais para promover transparência, responsabilidade e boa governança dos recursos na África Central.
Por meio de advocacy contínua e esforços colaborativos, a OCA busca apoiar governos regionais, sociedade civil e organismos internacionais na criação de ambientes onde a cleptocracia e a exploração de recursos sejam coisas do passado.







