Esse é o irônico slogan que os chadianos deram à SNE, sua empresa nacional de eletricidade. O acesso à eletricidade no Chade continua extremamente baixo — apenas 11% nas áreas urbanas e 2% nas zonas rurais. A SNE (Société Nationale d’Électricité) luta para oferecer cobertura regular em todo o país.
Em N’Djamena, a capital, a SNE presta um serviço de péssima qualidade. O fornecimento de eletricidade é instável e frequentemente escasso. Em alguns bairros, a energia só chega tarde da noite — às vezes depois da meia-noite — apenas para ser cortada novamente nas primeiras horas da manhã.
Essa realidade penaliza tanto as pequenas e médias empresas quanto os cidadãos comuns. Para os negócios, isso significa prejuízos e lucros perdidos. Para as famílias, dificulta a conservação de alimentos, atrapalha os estudos das crianças e gera consequências amplas e custosas.
Esses apagões não anunciados são catastróficos para empresas farmacêuticas, que precisam gastar grandes somas em combustível para manter geradores funcionando e preservar medicamentos. Esses problemas resultam diretamente de desvios massivos de fundos alocados à SNE e de má gestão crônica. Também há uma flagrante falta de vontade política para resolver o problema de forma definitiva — porque a opacidade do sistema beneficia os que desviam.
A sua escuridão é a nossa satisfação
Há mais de uma década, os chadianos convivem com cortes de energia diários. Um paradoxo chocante, considerando a imensa riqueza petrolífera do país. Os problemas dentro da SNE são numerosos: má distribuição de energia, tensão elétrica fraca e mais. A eletricidade é racionada entre as regiões sem critérios claros — bairros inteiros ficam no escuro por mais de meio dia, enquanto áreas consideradas “ricas” permanecem iluminadas.
A SNE tem sido alvo de inúmeros escândalos de corrupção. Durante anos, sua liderança tem sido substituída repetidamente por causa de desvios de verbas e má administração. O governo chadiano já despejou somas milionárias na empresa, mas a má governança, promessas vazias e desperdício levaram à crise atual. As elites poderosas e seus aliados preferem comprar mansões, carros de luxo e esconder o dinheiro público em contas offshore, em vez de investir no desenvolvimento do Chade.
Os montantes desperdiçados no setor elétrico chadiano somam milhões — senão bilhões. Alguns exemplos incluem:
Os valores desperdiçados no sector eléctrico do Chade ascendem a milhões — senão mesmo a milhares de milhões. Alguns exemplos incluem:

E, no entanto, isso vem acontecendo há décadas. E continua…








